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Explicações da Dra. Karin Paciulo sobre o dia a dia de pessoas com restrições alimentares. 

 

É cada vez mais comum encontrar em estabelecimentos pratos sem glúten, sem lactose ou outro alimento. Essa indicação é fundamental para atender pessoas com restrições alimentares.

 

“Independentemente das indicações no cardápio, indivíduos com restrições alimentares precisam sempre se certificar antes de comer fora de casa, perguntando, por exemplo, se a cozinha e os utensílios usados na produção dos alimentos são estéreis”, alerta a Dra. Karin Paciulo, nutricionista funcional.

 

De acordo com a especialista, é importante compreender, ainda, que pessoas com restrições alimentares têm uma rotina diferente daquelas pessoas que optam por seguir uma dieta isenta de glúten ou lactose. “As pessoas que têm realmente uma patologia precisam ter cuidados mais amplos, para não acabarem expostas aos sintomas dessas doenças, como quadros inflamatórios graves”, comenta.

 

No bate-papo de hoje, tiramos algumas dúvidas sobre essas restrições alimentares.


- O que são as restrições alimentares?

 

As restrições alimentares ocorrem quando um indivíduo não pode consumir determinado alimento, por ser intolerante ou por ter algum tipo de alergia à fração proteica ou à outra parte deste alimento. 

 

- Existem restrições mais presentes entre  adultos ou idosos?

 

A intolerância à lactose, que é diferente da alergia ao leite de vaca, restringe o organismo à outra parte do leite. A intolerância a esse açúcar do leite é mais comum na vida adulta e nos idosos. Isso acontece porque, com o passar dos anos, a gente tem uma diminuição da produção da enzima que digere a lactose, que é a lactase.


Quando a pessoa não digere a lactose, ela causa um quadro não imunológico, mas, sim, local. Essa intolerância agride somente o intestino, gerando diarreia, gases intestinais, cólica. 

 

- E nas crianças, algumas restrições alimentares são mais comuns?

 

Nas crianças, por conta de uma imaturidade imunológica, é mais comum que se apresente a alergia à proteína do leite de vaca, a chamada PLV. Essa restrição costuma se resolver até os dois anos. A partir dessa idade, a criança começa a fazer uma introdução gradativa do leite e essa restrição passa espontaneamente. É comum também, nessa fase, a criança ter alergia à proteína do ovo (albumina) e alguma intolerância à proteína da farinha de trigo, o glúten. 


Existe ainda o que chamamos de alergia tardia, que é quando a criança tem processos inflamatórios devido ao consumo de determinados alimentos. Essa é mais difícil de detectar, mas também é possível identificar por meio da eliminação de alguns alimentos, a fim de entender qual substância aquele organismo não está aceitando.


Temos também a alergia ao glúten, que é mais grave, e ocasiona a doença celíaca. Esse quadro geralmente demora um pouco para ser descoberto. As famílias nem sempre conseguem identificar tão rápido, e é uma doença bem séria, que acaba mexendo com as velocidades intestinais, ocasionando diarréia e um quadro inflamatório bem grave. 

 

 

- Essas restrições alimentares podem gerar deficiências nutricionais? Se sim, como evitá-las?

 

Dependendo do grau de restrição, o paciente pode sofrer com deficiências nutricionais, sim. Existem pacientes que têm restrição a diversos alimentos. Nesse caso, a pessoa precisa de uma orientação profissional para poder fazer substituições adequadas, evitando a deficiência em proteínas e conseguindo ter a presença de alimentos importantes e reguladores do organismo.

 

A melhor forma para evitar essas deficiências nutricionais, decorrentes de restrições alimentares, é buscar a orientação de um profissional, tanto médica quanto a de um nutricionista. 

 

- Como lidar com as restrições alimentares tendo que comer fora de casa todos os dias?

 

É bem complicado, principalmente quando se trata de alergia à PLV, ao ovo e ao glúten. Aliás, para os celíacos é ainda mais difícil, porque a fração do glúten fica no ar, então a cozinha deve ser completamente estéril, não sendo suficiente apenas a separação dos utensílios. Para ser isenta de glúten, uma cozinha não pode ter nenhum produto que tenha contaminação cruzada ou trabalhar com produtos que tenham glúten, mesmo que não seja para o preparo de refeições que o indivíduo vai comer.


Para comer fora de casa é preciso ter absoluta certeza de onde você está comendo, se esse local se preocupa em atender pessoas com restrição alimentar. Questionar se os utensílios são estéreis. No caso do celíaco, é preciso saber até mesmo se essa cozinha recebe algum alimento que contenha glúten.


É importante entender que a restrição alimentar é diferente de uma dieta isenta de glúten ou uma dieta isenta de leite. Algumas vezes, alguns indivíduos não querem consumir ou, por algum motivo, estão fazendo uma dieta isenta de glúten. Nesses casos, a pessoa pode ficar mais tranquila, ir a diferentes restaurantes, já que ela só não vai comer o alimento fonte dessa proteína. Agora, quem tem a patologia, de fato, tem que ter uma preocupação maior.

 

- E em eventos, como driblar essas restrições alimentares?

 

É difícil. Geralmente, pessoas que têm alguma restrição tendem a sair de casa prevenidas, levando alguns alimentos, ou comer antes de ir, já que o risco não vale a pena. Essas condutas acabam sendo importantes. Outra estratégia é ir a lugares que realmente sejam confiáveis e estejam habituados a atender essas demandas diferenciadas na alimentação. 

 

 

Informação é saúde


A 2Marias acredita que informação de qualidade também te ajuda a cuidar corretamente da sua saúde e da saúde de quem você quer bem.


Por isso, a Dra. Karin Paciulo dispõe de sua experiência de mais de 15 anos em nutrição funcional não só para estar à frente de toda nossa seleção de alimentos e desenvolvimento de cardápio, como também para tirar dúvidas sobre temas relacionados à nutrição, no nosso blog


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